terça-feira, 7 de abril de 2015

UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS...

A imagem e o texto são mídias, meios que tanto podem ser usados como um recurso para controlar e ditar as regras, quanto para romper com o controle social e político, pois são sempre fruto de escolhas, decisões e construções de sentido. Palavras e imagens carregam um potencial poderoso de transformação. Mesmo quando a gente não quer dizer nada com aquelas palavras ou com aquela fotografia, elas estão dizendo algo por nós. E não sejamos inocentes, palavras e imagens não brotam na natureza como vegetais, são sempre criadas e combinadas pela mente humana, e que muitas vezes, tem a natureza como modelo.

Se por um lado, com a tecnologia atual, a produção e difusão de imagens estão mais acessíveis, com a informação digital, sabemos que com uma simples “deletada” podemos apagar para sempre um registro. Isso é um dado do nosso tempo que merece muita atenção.

Pinturas, desenhos, fotografias e poemas visuais que fazem parte da história da arte e da cultura, de hoje e de ontem, terão aqui um lugar especial. Pois, se ler as imagens do nosso e de outros tempos, torna possível a gente se situar melhor diante da realidade, essa é uma tarefa que a gente não pode deixar “passar batida”.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Câmara Municipal do Porto

O actual edifício da Câmara Municipal do Porto, em Portugal, foi projectado pelo Arq. Correia da Silva e 
começou a ser construido em 1920


O projecto surgiu na sequência do plano de expansão do centro cívico elaborado pelo arquitecto inglês Barry Parker, aprovado em 1916. A concretização deste plano levou à expansão para norte da Praça da Liberdade, abrindo-se a Avenida dos Aliados e a actual Praça do General Humberto Delgado.

Apesar de ter sido iniciado em 1920, as obras do edifício dos paços do concelho sofreram inúmeras interrupções, tendo sido introduzidas alterações ao projecto inicial, pelo Arq. Carlos Ramos. Os serviços camarários só se instalaram no novo edifício em 1957. 
 O edifício é constituído por seis pisos, uma cave e dois pátios interiores. A torre central, com 70 metros de altura, com um relógio de carrilhão, acessível por uma escada interior de 180 degraus. Os interiores, de mármore e granito, são ricamente decorados.

A fachada de granito (retirado no início do século XX das pedreiras de S. Gens e de Fafe), é decorada com uma dúzia de esculturas, da autoria de José Sousa Caldas e Henrique Moreira representando as várias actividades ligadas desde sempre ao Porto, como a viticultura, a indústria ou a navegação

O Teatro Municipal Rivoli, pertença da Câmara Municipal do Porto, é um dos dois polos do chamado Teatro Municipal do Porto, sendo o outro polo o Teatro Municipal Campo Alegre. Fica situado na Praça D. João I e apresenta programação própria e regular, sob direção de Tiago Guedes e sob a alçada do Pelouro da Cultura da autarquia.

Em 1913 foi inaugurado, o então chamado Teatro Nacional.

Nos anos seguintes, mudanças no centro urbano obrigaram a repensar e modernizar o imóvel, e assim, em 1923, aparecia o Teatro Rivoli, remodelado, adaptado ao cinema e com programação de ópera, dança, teatro e concertos. O projecto arquitectónico é da responsabilidade do Arquitecto e Engenheiro Júlio Brito.

Na década de 1970, a imagem do Teatro sofreu um revés, provocado por uma má situação financeira. O Rivoli começou a degradar-se, com equipamento obsoleto, sem programação regular ou público próprio. Nessa altura, a Câmara Municipal do Porto decidiu comprar a estrutura, de forma a devolvê-la à cidade e aos seus habitantes.

Em 1992 Teatro fechou para uma total remodelação com projecto do arquitecto Pedro Ramalho. A área existente de 6.000 m² foi ampliada para mais de 11.000m², criando-se um Auditório Secundário, um Café-concerto, uma Sala de Ensaios e um Foyer de Artistas, assim como espaços para os Serviços Administrativos e os Serviços Técnicos.

Em Outubro de 1997 o Rivoli Teatro Municipal reabriu as suas portas.

De 2007 a 2011 o teatro foi gerido por Filipe La Féria.

Em 2014, a Cultura da Câmara Municipal do Porto ( Presidente: Rui Moreira; Vereador da Cultura: Paulo Cunha e Silva) assumiu definitivamente os destinos do Teatro Municipal (Rivoli e Campo Alegre). De setembro a dezembro foi apresentado no Rivoli o programa O Rivoli Já Dança!, exemplo da programação que o Teatro Municipal propõe agora.

Em janeiro de 2015, o novo diretor artístico, Tiago Guedes, apresentou a programação até março e desde logo sobressai a vontade, pelas opções tomadas, de voltar a colocar o Rivoli no mapa dos grandes eventos culturais, com projeção nacional e internacional.

Pela primeira vez concebida na íntegra pela nova direção artística, a proposta do Rivoli abre-se a múltiplas artes, com destaque natural para a dança, mas com espaço para a performance,o teatro, o cinema, o pensamento, a música, a literatura, as exposições, workshops, marionetas, residências artísticas ou o novo circo.

A Sé Catedral da cidade do Porto, situada no coração do centro histórico da cidade do Porto, é um dos principais e mais antigos monumentos de Portugal.

O início da sua construção data da primeira metade do século XII, e prolongou-se até ao princípio do século XIII. Esse primeiro edifício, em estilo românico, sofreu muitas alterações ao longo dos séculos. Da época românica datam o carácter geral da fachada com as torres e a bela rosácea, além do corpo da igreja de três naves coberto por abóbada de canhão. A abóbada da nave central é sustentada por arcobotantes, sendo a Sé do Porto um dos primeiros edifícios portugueses em que se utilizou esse elemento arquitectónico.

Na época gótica, cerca do ano de 1333, construiu-se a capela funerária de João Gordo, cavaleiro da Ordem dos Hospitalários e colaborador de D. Dinis, sepultado em um túmulo com jacente. Também da época gótica data o claustro (séc XIV-XV), construído no reinado de D. João I. Este rei casou-se com D. Filipa de Lencastre na Sé do Porto em 1387.

O exterior da Sé foi muito modificado na época barroca. Cerca de 1736, o arquitecto italiano Nicolau Nasoni adicionou uma bela galilé barroca à fachada lateral da Sé. Cerca de 1772 construiu-se um novo portal em substituição ao românico original. As balaustradas e cúpulas das torres também são barrocas.

No século XVII a capela-mor original românica (que era dotada de um deambulatório) foi substituída por uma maior em estilo barroco. O altar-mor, construído entre 1727-1729, é uma importante obra do barroco joanino, projectado por Santos Pacheco e esculpido por Miguel Francisco da Silva. As pinturas murais da capela-mor são de Nasoni. O transepto sul dá acesso aos claustros do século XIV e à Capela de São Vicente. Uma graciosa escadaria do século XVIII de Nasoni conduz aos pisos superiores, onde os painéis de azulejos exibem a vida da Virgem e as Metamorfoses de Ovídio.

A Sé integra três belos órgãos. Um deles, no coro-alto, marca em Portugal um período que dá início ao desenvolvimento organístico. Trata-se de um instrumento do construtor Jann, o mesmo do órgão da igreja da Lapa (Porto), ambos promovidos pelo esforço e iniciativa do Cónego Ferreira dos Santos.

domingo, 5 de abril de 2015

PORTO CIDADE CHEIA DE ENCANTOS E MISTERIOS

  • O Porto é uma cidade encantadora, com muita história para contar! Primeiro porque o país Portugal deve o seu nome a cidade do Porto, e porque historicamente foi a única cidade que resistiu ao Exército Imperial de Napoleão Bonaparte e desde então recebeu a alcunha de Cidade Invicta.


Para mim o Porto é uma das cidades mais lindas da Europa. Tem o Rio Douro, com suas seis pontes, as casas e ruas típicas, as praias que são frias mas bonitas, os jardins e praças, com muita festa e é um ponto de encontro de universitários do mundo todo, sem falar na gastronomia portuguesa, hummm!!!

HISTORIA DA RUA SÁ DA BANDEIRA FOTO DE ANTES E DE AGORA COM LUZES ESPECTACULARES


A rua começou a ser aberta em 1836, através de terrenos que pertenciam à abandonada cerca dos padres Congregados, que fugiram do Porto, abandonando o convento, quando D. Pedro entrou na cidade à frente doExército Libertador.
A intenção do município, ao rasgar esta nova artéria, foi a de estabelecer uma ligação rápida e directa entre a então Praça de D. Pedro e a Rua do Bonjardim. As obras começaram em 1836 mas só sete anos depois (1843) se começaram a construir casas e as primeiras que se levantaram foram as que ficaram com as traseiras voltadas para a Viela dos Congregados.
Em 1848 no cunhal do prédio que fazia esquina da nova artéria coma antiga parte do Bonjardim, ou seja, no cunhal do prédio que viria, mais tarde, a dar lugar a outro onde esteve o Banco Pinto de Magalhães, construiu-se uma fonte pública, com duas bicas que era alimentada pelo manancial de Camões. Por volta de 1875 a Câmara deliberou arrasar as Vielas da Neta e fazer o prolongamento da Rua de Sá da Bandeira para o Norte.
Um ano depois estavam feitas todas as expropriações e começou o rompimento da rua que iria prolongar o troço já existente até à Rua Formosa.
Em 1880 já esta parte estava aberta ao trânsito. Em 1904começaram as obras para continuidade da Rua de Sá da Bandeira até à Rua de Fernandes Tomás.
Onze anos depois as obras voltaram-se para Sul, porque o vereador Elísio de Melo resolveu alargar a parte da Rua do Bonjardim, compreendida entre a nova Rua de Sá da Bandeira e a então chamada Rua de Santo António.
Concluída a obra foi este renovado troço considerado como um prolongamento da Rua de Sá da Bandeira e nela incorporado e à parte que ligava a Rua do Bonjardim à Praça foi dado o nome de Sampaio Bruno. Corria o ano de 1916. Começavam as obras para a abertura da Avenida dos Aliados.


ESTAÇÃO DE SÃO BENTO (Porto)

Situada na Praça de Almeida Garrett, a Estação Ferroviária de São Bento foi inaugurada em 1916, no mesmo local onde anteriormente existira o Mosteiro de São Bento de Avé Maria. Este mosteiro de monjas beneditinas começou a ser construído em 1516 onde, até então, ficava o faval do Bispo. É neste terreno, no qual, até ao século XVI, se encontravam as hortas do Bispo e, mais tarde, o Mosteiro de São Bento de Avé Maria, que hoje encontramos a Estação de São Bento, projectada pelo Arquitecto Marques da Silva.